Jovens carentes sonham em voltar as quadras de tênis
"Responsável pelo processo (...), a procuradora Dulce Martini Torzecki afirma que a Constituição proíbe o trabalho de adolescentes com menos de 16 anos, a não ser que eles estejam na condição de aprendizes. (...) 'Em março, vamos botar todos os pingos nos is, buscar soluções. Não queremos acabar com o projeto, é só uma questão de adequação' — afirma a procuradora."
A audiência acontece em 31 de março, mas o programa do clube de tênis - que oferece remuneração, alimentação e suporte escolar a adolescentes de favelas cariocas para prestar o serviço de boleiro - está suspenso desde agosto.
Com a promessa de proteger, o resultado prático da lei para esses adolescentes foi torná-los mais vulneráveis à pior exploração que existe: do crime. Segundo relatos até dos próprios garotos, alguns ex-colegas se envolveram com tráfico ou estão "de bobeira na comunidade".
Se, por força da lei, a iniciativa do clube tem que sofrer ajustes, por outro lado o Ministério Público do Trabalho poderia ter a prudência de atestar a boa-fé e qualidade do programa e evitar suspendê-lo.
